Das lamas vermelhas da Hungria à Ribeira da Patanha

Cinco anos depois da tragédia que atingiu Kolantár e Devecser, na Hungria, o Parlamento Europeu debateu as “Lições extraídas da catástrofe das lamas vermelhas”. Marisa Matias recordou a barreira do silêncio do governo húngaro e das instituições europeias sobre a tragédia. “Se soubemos, em primeira mão, o que aconteceu foi pelas famílias das vítimas que trouxemos aqui ao Parlamento apenas um ano depois” – afirmou.

Cinco anos depois ainda não se conhece o verdadeiro impacto deste acidente industrial, e por isso a deputada do Bloco de Esquerda avisou: “não venham dizer que está tudo bem porque eu gostava de saber exatamente quais são as normas aplicadas a esta empresa atualmente.”

“Não venham dizer que o princípio do poluidor/pagador está a funcionar e que muitas coisas foram feitas, porque, sinceramente, não é preciso ir muito longe” – continuou Marisa Matias – “posso convidá-los para irem ao meu país, a Portugal, a uma pequena localidade, à Ribeira da Patanha, ver como uma multinacional contamina todos os dias uma comunidade que não tem como sobreviver para além dessa contaminação. Portanto não, não está tudo bem”. Continuar a ler

#HollandeMerkelEP

Às 15h de Estrasburgo (14h em Lisboa) terá início o debate com François Hollande e Angela Merkel, sobre a situação actual da UE, à semelhança do debate com François Miterrand e Helmut Kohl em 1989.

O debate pode ser seguido aqui (com twitter) ou aqui (EP) ou aqui (EBS).

German Chancellor Angela Merkel (R) and the French president Francois Hollande wait to sign their names in the Golden Book at the ceremony on the occasion of the 50th anniversary of Charles de Gaulle's speech to German youth on 22.09.2012 in Ludwigsburg, Germany. In the courtyard of Ludwigsburg Palace 50 years ago urged the franzoesiche President Charles de Gaulle, the solidarity between the two nations, Germany and France.   AFP PHOTO / CARSTEN KOALL

Síria: Para quando o embargo à venda de armas e à compra do petróleo?

“Existe, ou existirá algum dia, uma acção concertada por parte das instituições europeias e dos governos europeus para, não apenas uma condenação, mas uma moratória à venda de armas para os territórios em conflito? Haverá uma moratória à compra de petróleo dos territórios ocupados pelo “estado islâmico”? Sim ou não? É muito simples. Temos responsabilidades, somos excelentes a falar sobre os outros, a dar lições de moral e de como se devia fazer. Olhemos para as nossas responsabilidades. Sr. Schmit (membro do Conselho), se puder responder-me uma vez que seja a esta pergunta faça-o por favor. O que faremos para o embargo às armas e à compra do petróleo?”

Marisa Matias – durante o debate sobre a situação na Síria – 07/10/2015

O Sr. Schmit mais uma vez não respondeu.

Refugiados: Onde estão os valores europeus?

“Onde estão os registos das pessoas a serem alimentadas em currais de animais? Das pessoas a serem numeradas à entrada dos países europeus? Das pessoas a serem enfiadas em comboios e abandonadas em sítios que nem sequer sabem onde estão? Das pessoas a serem alojadas em antigos campos de concentração? Isso é a situação “humanitária” de muitos refugiados na União Europeia. O tratado que os senhores aprovaram – o vosso Tratado – diz que os valores europeus são: o respeito pela dignidade humana, liberdade, democracia, igualdade, estado de direito e respeito pelos direitos humanos, incluíndo os pertencentes das minorias. Meus senhores, o Tratado não é para ser aplicado “à la carte”. Com a austeridade já rasgaram metade com a crise dos refugiados estão à beira de o deitar fora. O que é que vão fazer ao Sr. Órban? O que é que vão fazer ao vosso amigo? Deverá ele cumprir o Tratado ou é uma excepção?”

Marisa Matias – durante o debate sobre a situação humanitária dos refugiados na UE e nos países vizinhos – 06/10/2015

Parlamento Europeu reconhece a água como direito humano.

ICE ÁguaOs deputados europeus aprovaram hoje, na reunião plenária de Estrasburgo, o Relatório sobre o seguimento da Iniciativa de Cidadania Europeia “Right2Water” (direito à água), da autoria da deputada irlandesa Lynn Boylan do GUE/NGL.

Sob o mote: “A água e o saneamento são um direito humano! A água não é um bem comercial, mas um bem público!”, a “Right2Water” tornou-se na primeira iniciativa de cidadania europeia que conseguiu recolher todas as assinaturas necessárias para cumprir os requisitos legais, num total de 1.884.790, oriundas de todos os Estados-Membros, cumprindo os mínimos exigidos em 13 deles. Os subscritores exigiam que as instituições europeias e os Estados-Membros fossem obrigados a assegurar que todos os habitantes gozem do direito à água e ao saneamento; que o abastecimento de água e a gestão dos recursos hídricos não fossem sujeitos a “regras do mercado interno” e que os serviços hídricos fossem excluídos da liberalização; bem como uma intensificação de esforços da UE para alcançar o acesso universal à água e ao saneamento. Continuar a ler