Refugiados: GUE / NGL exige solução e políticas europeias dignas para os Refugiados e Migrantes

5034Foto de Laslo Balogh/Reuters

O GUE/NGL, grupo parlamentar do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu, condenou veementemente as declarações de ontem do primeiro-ministro Viktor Orban, bem como o tratamento desumano e degradante dos Refugiados pela polícia húngara, na cidade de Bicske.
“O desembarque violento do comboio cheio de refugiados ontem e a construção do muro na fronteira com a Sérvia ilustram bem o desastroso fracasso que é o regulamento Dublin. Isto é uma vergonha, perante todos os refugiados que arriscam as suas vidas para vir para a Europa.
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Refugiados: Marisa Matias questiona as instituições europeias sobre o bloqueio na Hungria

bloqueio HungriaFoto de AP Photo/Petr David Josek

Marisa Matias questionou ontem ao final do dia a Comissão Europeia e o Conselho sobre o bloqueio imposto pelo governo húngaro à circulação ferroviária internacional, com o objectivo de bloquear os migrantes e refugiados que tentavam chegar à Áustria e à Alemanha. A deputada do Bloco de Esquerda questionou também as instituições acerca do acompanhamento que estarão a fazer das alterações à legislação sobre migração, anunciadas pelo Fidesz, e que pretendem reduzir a zero a imigração ilegal.

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Refugiados

FullSizeRenderAs notícias sobre refugiados não são de hoje, a crise dos refugiados também não. Mas hoje e amanhã, e depois de amanhã, nas semanas e nos meses que passaram somos levados pela secura atroz do que vamos lendo e vendo.

Um dia afunda-se um barco no Mediterrâneo, morrem 400 pessoas. Noutro dia morrem 700. Um dia outro soltam-se as imagens de mulheres, crianças, homens a enfrentar muros de segurança, a tentar saltar muros reais, a furar cercas de arame farpado. Num outro dia qualquer são as bastonadas, as pessoas encontradas mortas em contentores, os que jogam a sorte agarrados a camiões de transporte de mercadorias. A dureza e secura das imagens e das histórias que se acumulam é atenuada pelo anonimato, pela ausência de nomes, de histórias de vida, de trajectórias. É gente que deixou de ser vista como gente e que aparece como ilustração nos discursos xenófobos dos altos responsáveis por essa Europa fora que tão preocupados estão em garantir a “segurança” dos seus. O que é claramente uma luta pela vida é tratado como ameaça colectiva. É preciso ter medo, alimentar o medo, descaracterizar as vidas que estão em jogo porque dizem que esta gente é bem capaz de nos invadir e de pôr em causa os “valores europeus”. Tamanha contradição. Tamanho cinismo. Continuar a ler

Não aceitamos ser escravos da Europa de Merkel


“Nós hoje estamos a falar de um projecto [UE] que não só não é democrático como ataca a democracia nas suas bases fundamentais (…). A máscara das instituições europeias, deste autoritarismo, deste colonialismo caiu, e nós agora temos que decidir que papel queremos ter no meio disto tudo. (…). É de uma obsessão ideológica contra o projecto europeu, contra os povos europeus, e contra o interesse colectivo, que estamos a falar. Mais uma vez protegendo um par de interesses individuais e dos mercados financeiros, mais uma vez sacrificando quem já tem sido sacrificado. Mas penso que esta é mesma a condição básica para nos levantarmos todos, para nos pormos de pé e dizer que não aceitamos ser escravos da Europa da Sra.Merkel.” –  Marisa Matias (Conselho Superior – Antena 1) 17/07/2015

A austeridade não paga dívidas

“A austeridade não pagou um cêntimo de dívida nem na Grécia, nem em Portugal, nem em nenhum país. E essa é que é a verdadeira questão. Se queremos trazer seriedade para o debate temos que trazer factos e não só uma obsessão ideológica em torno da austeridade. E de facto, o que se passou nas últimas semanas e na última cimeira foi muito sério e grave. Atravessaram-se várias das fronteiras que tinham sido declaradas intransponíveis a nível da União Europeia. Desde logo a da irreversibilidade do Euro, mas também a da democracia e a da solidariedade. Eu acho que se pode riscar a palavra solidariedade dos tratados. E, não, não se manteve a integridade da Zona Euro, pelo contrário, essa questão foi trazida para debate. E foi trazida para debate pelo Sr. Schäuble, não foi pelo governo grego.” – Marisa Matias  – ECON: debate sobre o acordo da Cimeira Euro relativo à Grécia – 16/07/2015