Eurodeputados pedem à UE para não apoiar a indústria militar de Israel

10518577_790551391002222_791613107509817914_oUm grupo de 73 eurodeputados, entre os quais Marisa Matias, enviaram à Alta Representante da UE para a Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, e ao Director-Geral da DG Investigação e Inovação, Robert-Jan Smits, uma carta sobre o apoio da UE à indústria militar de Israel através do programa Horizonte 2020.

É a primeira vez que uma iniciativa destas recebe um apoio de tantos deputados e de um espectro político tão vasto, uma vez que inclui 5 dos maiores grupos políticos do Parlamento Europeu, e que visa assinalar o primeiro aniversário dos bombardeamentos de Gaza durante o verão de 2014. Além disso, esta carta vem dar eco a um apelo lançado em Maio último, por diversas organizações, sindicatos e associações civis palestinianas para que fossem excluídas dos programas de investigação da UE, as empresas militares israelitas.  Continuar a ler

As metas como desculpa

“O que era necessário era introduzir uma desculpa para termos mais cortes, mais aumentos de impostos, sem nenhuma justiça social, para facilitar os despedimentos, para precarizar o trabalho, para destruir o estado social. Enfim, era essa a desculpa que era precisa porque as metas, nem uma foi cumprida porque eram absolutamente instrumentais para converter toda a política em austeridade. (…) Mas como a nós nos interessam as metas é preciso reduzir a dívida, e para isso é preciso pôr a economia a crescer. Não podemos afundar-nos cada vez mais. (…) É preciso reestruturar para pôr um bocadinho do fardo da crise nas costas de quem a provocou e não sempre nas costas dos mesmos.” –  Marisa Matias (Conselho Superior – Antena 1) 10/07/2015 – a propósito das declarações de Pedro Passos Coelho sobre o programa de ajustamento.

Sobre o “acordo” grego: e as razões pelas quais não corri a tirar o tapete ao Syriza

FullSizeRenderMuito se disse sobre o suposto “acordo” grego. A reunião de hoje do Eurogrupo trouxe a lume muitos dados absolutamente imprescindíveis para perceber este mosaico. Desde a suposta recusa alemã em reestruturar a dívida, passando pelo “medo” filandês de ver cair o seu governo, até à proposta inenarrável de deixar os gregos aplicarem o programa durante uma semana e depois logo se via… Enfim, uma coisa ficou evidente: o plano do Grexit esteve sempre dentro do Eurogrupo e não foi pela mão da Grécia.

Vamos, então, ao programa proposto ontem pelo governo grego e às razões pelas quais eu não corri a tirar o tapete ao Syriza. Há ou não há diferenças entre a proposta de Juncker e a proposta apresentada pelo governo grego? Há e não são pequenas. Ambas contêm austeridade, isso é claro, mas não é novo. Agora, fazer desta nova proposta um episódio de capitulação é, no mínimo, pouco sério.  Continuar a ler

Parlamento Europeu aprova Relatório sobre TTIP

O Parlamento Europeu aprovou hoje, na sua sessão plenário de Estrasburgo, o Relatório com as recomendações do Parlamento Europeu sobre o TTIP. O Relatório obteve 436 votos a favor, da direita e de uma parte substancial dos socialistas e 241 votos contra, incluindo o Bloco de Esquerda e do seu grupo parlamentar – GUE/NGL, e após uma das mais longas sessões de votos da actual sessão plenária. Uma votação conduzida por Martin Schulz, cheia de incidentes e manobras, que suscitou diversas interrupções dos trabalhos e pontos de ordem por parte de vários deputados que o acusaram de manipulação para evitar que fosse votada a proposta de alteração relativa ao ISDS. Continuar a ler

AGENDA 6-10Julho

Semana de Reunião Plenária em Estrasburgo, com destaque para:

  • 3ªfeira:
  • 4ªfeira :
    • debate sobre as Conclusões da Cimeira Europeia e a situação da Grécia
    • votação do Relatório sobre TTIP
    • debate sobre o papel da UE no processo de paz para o Médio Oriente

Todos os debates podem ser seguidos em directo na página web do plenário